(Resenha): Quando Eu Parti

Quando Eu Parti
Autor: Gayle Forman
Nota: ★★★★
Editora: Record
Páginas: 308



“Quando um coração falha, não é apenas o corpo que trai. Mas sonhos desfeitos, amores não vividos, destinos cruzados. Maribeth Klein tem a própria cota de problemas: do marido omisso até a chefe e ”ex-amiga” Elizabeth, passando pelos gêmeos superativos. Ela está sempre tão ocupada que mal percebe um ataque cardíaco.

Depois de uma complicação inesperada no procedimento cirúrgico, Maribeth começa a questionar os rumos que sua vida tomou e faz o impensável: vai embora de casa.

Longe das exigências do marido, filhos e carreira, e com a ajuda de novos amigos, ela finalmente é capaz de enfrentar o passado e os segredos que guarda até de si mesma. ”

Olá people, como estão?
Hoje a resenha é sobre o primeiro romance adulto da autora Gayle Forman, li com muito medo pois já estava acostumada com a escrita dela bem voltada para o público YA, mas apesar de algumas diferenças na escrita a experiência foi agradável.

Maribeth é a nossa protagonista, uma mulher com dupla jornada (uma realidade bem próxima de muitas mulheres desse século) que se desdobra para dar conta de seus deveres na revista onde é editora, dar conta de seus filhos gêmeos (eu falei que era dupla .-.) e da vida de casada com Jason. A realidade não é tão divertida e Maribeth sabe disso mas parece não ter total consciência.

O que era para ser um trabalho de meio período, que sua melhor amiga e chefe prometera, não é real. A jornada se tornara cansativa e vem causando um estresse em Maribeth, além de estar aos poucos conseguindo desgastar a amizade que ambas ainda conseguem manter camuflada.




É claro o quanto ama Jason, mas o que de fato mais a incomoda? Seria a apatia que ele teima em persistir atuando diante do surgimento de alguns problemas? Jason faz o que ama em seu trabalho, mas todos nós sabemos que as vezes o que amamos não nos dá tanto lucro assim, e esse é o caso, fazendo com que Maribeth tenha maiores custos no lar.

Os gêmeos, Oscar e Liv, são tudo o que sempre sonhou. Ama seus filhos, ama tanto que o medo lhe percorre. Foi somente na terceira tentativa de Fertilização In Vitro que Maribeth conseguiu engravidar, ela já sabia da possibilidade de mais de um feto vingar. Mas ela não esperava tamanha energia de crianças hiperativas, que vinha lhe ajudando no cansaço diário, e a cada dia era uma superação desgastante.

É durante essa jornada turbulenta que diante de todas essas tarefas Maribeth não reconhece os sinais, nem ao menos percebe o que estava prestes a acontecer, talvez nunca nem lhe passara pela cabeça. O dia era para acabar com um jantar de pais na sua própria casa, mas Maribeth estava na verdade enfartando e terminando seu dia com o peito aberto pronta para receber duas pontes de safena.

Tal fato lhe pegou desprevenida, ela cuidava de todos mas quem cuidaria dela? O retorno para casa não foi tão compensador, ela precisava e merecia de descanso, Jason prometera lhe dar uma bolha, para que ela conseguisse se recuperar, mas a verdade é que todos estavam preocupados com o quão rápido isso poderia acontecer. Cansada e desapontada, Maribeth retira metade do seu dinheiro da poupança que seu pai havia lhe deixado antes de morrer e foge afim de encontrar as suas repostas, afim de se reencontrar. 



Comentários:

Juro que no começo xinguei Maribeth, pensei mas puta merda que vadia, como pode fazer isso com seus filhos... seu marido... whatever! Mas aos poucos fui me afeiçoando e entendendo Maribeth, conseguindo encontra-la enquanto ela se reencontrava. Há explicações para suas confusões internas e Gayle as pontua com maestria. Nós, mulheres e guerreiras diárias, não podemos nos perder em nós mesmas. Jamais. Maribeth é valente e real, há muitas Maribeths por aí.

Apesar de ter amado a história, acabei ficando bem desapontada com o desfecho final, queria bem mais do que somente aquilo, poderia ter terminado de forma mais empática para o leitor. Não conseguiu sanar minha curiosidade, terminei o livro com a sensação de que merecia mais, aliás continuo achando.

A narrativa é excelente, como sempre muito bem executada, e em terceira pessoa. A história é envolvente e fluida, o que te leva a conseguir concluir a leitura em poucas horas. Maribeth foi uma protagonista das que mais gosto, aquelas que parecem tão reais que acabamos nos identificando ou identificando alguém. Um belo livro.


Abraços.

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